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2 de Dezembro de 2016
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    Barbosa usa processos como maus antecedentes

    Consultor Jurídico
    Publicado por Consultor Jurídico
    há 4 anos

    O Ministério Público quer pressa no julgamento do Recurso Extraordinário 591.054 , cuja Repercussão Geral foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal em outubro de 2008. De relatoria do ministro Março Aurélio, o caso trata da possibilidade de considerar processos criminais em andamento como maus antecedentes para o cálculo de pena base. O mérito do recurso ainda não foi discutido.

    A discussão leva em conta o artigo , inciso LVII, da Constituição Federal, segundo o qual ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. É o princípio da não culpabilidade.

    Já o artigo 59 do Código Penal diz que o juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime. O que o Supremo vai discutir é o que pode ser considerado como antecedentes.

    O debate não ficou de fora do julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Ficou mais evidente com o vazamento de parte do voto do relator, ministro Joaquim Barbosa. No item 4, que tratou do chamado núcleo financeiro, Barbosa considerou a existência de processos criminais em andamento como maus antecedente para o cálculo da pena.

    No caso de Marcos Valério, por exemplo, Barbosa diz que se verificam não uma, mas inúmeras ações penais contra o réu, algumas delas com sentença condenatória. E conclui que o empresário ostenta maus antecedentes. Essas sentenças, no entanto, foram objeto de recursos ainda não julgados.

    José Roberto Salgado, ex-dirigente do Banco Rural e também réu no mensalão, é outro exemplo, e dos mais evidentes, da sensibilidade da questão. Ele tem 23 ações penais em curso e ostenta maus antecedentes, no entendimento de Joaquim Barbosa. Não tem condenações. Barbosa faz a mesma conta com todos os réus do item 4 que são também réus em outras ações.

    Todos os lados

    No Supremo há vozes em todos os sentidos da discussão. O ministro Joaquim Barbosa, no julgamento do mensalão, manteve-se coerente com o que s...

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